sábado, 4 de janeiro de 2014

Oh mar salgado, quanto do teu sal...(não é nada disto, só não sabia que título colocar)

Salgado, mas com uma doçura que me destrói.

Ora tempestuoso, ora sossegado. Imprevisível. Tal e qual como eu.

Oh Mar, gosto tanto de ti e de estar por perto!


Foto: Farol da Nazaré.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Sobre o incoerente que bombeia as incoerências coerentes

Caracteriza-o
Maquilha-o
Transforma-o
Isso dava-te jeito... tu sabes.
Ele é imprudente, mas tem discernimento
Ele é impaciente, mas paciente
É insano, é doente, mas tão saudável
Ele é estúpido, mas tão inteligente
Ele é sensível (isso é quase sempre)
Ele magoa-se, mas cura-se
Ele faz o refogado, cozinha, deixa apurar e saboreia tudo até ao mais ínfimo pormenor
Ele é um contra-senso e ele é bipolar
Mas ele é feliz com as incoerências dele
E ele sabe que o é
Ele sonha
Ele conquista
Por isso não o internes, não o cures
Não o esqueças,
Por isso não o caracterizes, não o maquilhes, não o transformes.
(Sei, também sou incoerente e tenho vontade de lhe fazer isso tudo.)
Ele é assim, no fundo gosta de ti e se se sintonizarem até gostas dele.
Aprende mas é. Sê feliz com as incoerências, como ele é.



sábado, 28 de dezembro de 2013

O poço

Um poço tão cheio
Foste bebendo
Ele foi despejando
Quase vazio
Voltava a encher
E era assim
era sempre assim
esvaziava quase todo
enchia de um modo aterrador
E deixaste de conseguir beber
E a água afogou-te
E quiseste chorar
E quiseste gritar
Querias pedir ajuda
E ela chegava
Reanimavas
Ressuscitavas
O poço estava mais vazio
Já não tinhas medo
Foste beber de novo
Não paraste de beber
É mais forte do que tu
Mas cais
Já sabes nadar
Mas não nadas
Tens força
Mas não a queres usar
Não queres sair
Queres ficar
E ficas
E sais de novo
Mas o ciclo repete
Bebes, cais, choras, gritas, sais, secas
Mas o ciclo repete
E tu regrediste
Cresces, mas não cresceste
Cais de novo
Queres sair e não consegues
Desta vez queres mesmo
Desistes
Já não gritas
Já não choras
És empurrado para fora do poço
Sais
Ficas ressequido
Ficas com sede
Já não queres beber
O poço é destruído
E tu?
Descobres uma fonte...ou morres.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Incongruências do ser: Porque apeteceu.

Para partilhar.
Para ser criança.
Para as coisas maravilhosas.
Para as coisas ridículas.
Para ser ridícula.

Para escrever muito.
Para escrever pouco.
Para escrever um ponto.
Para escrever nada.
Para escrever.

Para as diarreias cerebrais.
Para descansar.
Para descarregar.
Para alimentar a alma.

Para ti.
Para mim.

Para as incongruências do Ser...
Para Ser...
Porque, porque, porque, porque, porque... Apeteceu.